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Crítica | Conan – O Deus Na Urna

Em meados de 2004 a Editora Dark Horse decidiu por reascender uma chama chamada Conan, no meio da cultura pop. O clássico cimério criado pelo grande Robert E. Howard, teria suas histórias originais repaginadas por ninguém menos que o Kurt Busiek, autor de grandes obras como Marvels e Astro City. Logo veio o surpreendente primeiro arco do título, intitulado Conan – A Filha do Gigante de Gelo, que nos  apresentou a uma grande inovação no modelo em que as obras originais seriam tratadas, de forma mais dinâmica e honrando toda a profundidade e diversão dos contos originais. A fase bastante elogiada, teve 50 edições e se baseou na cronologia  Dark Storm (Importante lembrar que não existe uma cronologia oficial de Conan), que engloba o encadernado que vamos falar por aqui.

Conan – O Deus Na Urna é o segundo encadernado que compila a fase do bárbaro publicada pela editora Dark Horse, e nos apresenta a uma história original baseada num conto homônimo escrito pelo Robert E. Howard. Na narrativa acompanhamos a aventura em que Conan é obrigado a se envolver na guerra particular entre Amon e seu arquirrival Kalanthes, o sacerdote de Íbis. Além disso, o Gigante de Bronze ainda tem de se preocupar com a linda e misteriosa Janissa, uma implacável guerreira mais conhecida como “a Matadora de Homens”!

Os roteiros do Busiek dão uma bela duma repaginada no modo em que os diálogos ocorrem, deixando os clichês narrativos outrora usados em algumas outras adaptações dos contos do Cimério para trás. Outro grande recurso que o roteirista usou, foi o de durante a história, exibir pequenos parágrafos que remetem ao leitor mais fanático pelo personagem, a ligeira sensação de estar lendo o livro. A leitura porém é bem dinâmica e bastante atrativa a curiosos pela mitologia do bárbaro.

A arte do Cary Nord em quesitos narrativos, é espetacular, ele sabe muito bem deixar o leitor apreensivo, transpor as expressões de seus personagens, e através de seus enquadramentos, muitas vezes fechados, deixar o clima de tensão e aventura bem equilibrados. Porém, aos leitores mais exigentes, seu traço pode incomodar um pouco pela sua estrutura simplista em alguns quadros, que em algumas vezes não é muito ajudado pela arte final e nem pela colorização, mas isso acontece em pouquíssimos momentos, e pode incomodar bem pouco o mais exigente dos leitores. Importante ressaltar que além de Cary Nord, também são responsáveis pela arte do material, assim como pelas cores, Tom Mandrake, Thomas Yeats e David Stewart.

Como dito anteriormente, esta não se trata de uma cópia da história do livro, e sim de uma ótima adaptação, que é muito bem desenvolvida, e independente, pois pode-se tranquilamente ler sem nunca ter lido nada de Conan. Se é para apontar algum ponto negativo, este seria os saltos temporais que o Busiek dá entre um capítulo e outro, que podem deixar os leitores um pouco confusos, mas não é nada que desmereça este material que é bastante louvável.

Por fim, Conan – O Deus Na Urna, é uma ótima porta de entrada para quem quer começar a ler as histórias do cimério, e uma aventura  envolvente  de forma empolgante, que te prende na leitura de tal forma, que vai fazer com você só feche o quadrinho quando ele acabar. É um material super recomendado, com um abamento gráfico de altíssimo nível, e extras interessantíssimos que incluem as aclamadas tiras biográficas do Bob Cano-Duplo.

De 0 a 5:

NOTA: 4,2/5.

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Em meados de 2004 a Editora Dark Horse decidiu por reascender uma chama chamada Conan, no meio da cultura pop. O clássico cimério criado pelo grande Robert E. Howard, teria suas histórias originais repaginadas por ninguém menos que o Kurt Busiek, autor de grandes obras como Marvels e Astro City. Logo veio o…
Nota do Crítico: 4,2/5

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84

Ramon Vitor
Nerd, cinéfilo e um estudioso da música. Este é Ramon.