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Stan Lee e John Romita Já Fizeram Uma História em Quadrinhos Para a Revista Playboy?

Sim, senhoras e senhores, em meados dos anos 60 quando a Playboy além de ter alcance mundial era o mais prestigiado veículo de todo mercado editorial, a tradicional dupla responsável por uma das maiores fases do Homem Aranha nos quadrinhos, chegou a vender uma série, chamada de Tom Swift, de forma inusitada para a aclamada revista.

A série era considerada irreverente e teria agradado em partes os editores da revista, porém eles queriam algo mais vulgar, e Lee e Romita não estariam dispostos a trabalhar em quadrinhos sujos, logo a Playboy decidiu por nunca publicar a série, que ficou perdida para sempre no limbo editorial.

Na época existia uma grande pretensão em expandir a divulgação da Marvel Comics, procurando assim novos mercados para a empresa, o que acarretou numa investida pesada da dupla em publicar tiras do Homem Aranha em jornais. Numa primeira tentativa uma concorrente da editora que ficou responsável por mandar os materiais que serviam como projeto para a publicação no jornal, não os enviou, boicotando assim o projeto da dupla. Mas numa segunda tentativa, enfim os materiais chegaram nas mãos dos editores dos jornais que o tornaram um grande sucesso comercial.

Mas da onde você tirou essas histórias Ramon?

Essas e muitas outras pérolas dos quadrinhos estão presentes no livro “O Legado Romita” da  Mythos Editora, que trata-se de um relato de uma verdadeira declaração de amor aos quadrinhos da família Romita, contando a história de como pai e filho foram introduzidos neste meio artístico, dissecando completamente as suas carreiras.

O livro escrito por Tom Spurgeon, é bem diferenciado por mesclar textos que narram a história dessas lendas da indústria com capas clássicas, layouts e artes dos Romitas. A obra além de possuir narrativas sobre relatos clássicos do comecinho da industria americana dos quadrinhos e da recente reerguida que a Marvel teve que ter, quando esteve a beira da falência, possui entrevistas reveladoras que demonstram por exemplo como era a relação entre Jhon Romita e Stan Lee, assim como nos apresenta as principais inspirações e referências deste que foi um dos principais artistas da Marvel Comics, e conta a incrível história da carreira do Romita Jr, que passou poucas e boas dentro da editora por ser filho do grande Romita Sr.

Logo no começo do material somos agraciados com uma emocionante e sincera introdução do Alex Ross sobre a narrativa de Tom Spurgeon, e sobre a influência que os Romitas tem em seu trabalho.

Este material é uma verdadeira aula técnica e histórica não só sobre quadrinhos, quanto sobre o seu mercado, pois possui além de boas prosas, ensinamentos de como trabalhar narrativa e arte nos quadrinhos dadas pelo Romita Sr., e evidencia como de fato foi o crescimento deste mercado, mostrando até como e porque ocorreu o processo de transição da distribuição dos quadrinhos das bancas para lojas especializadas nos Estados Unidos.

Com uma narrativa única, e uma edição gráfica impecável, este material é fundamental para quem além de amar quadrinhos é entusiasta na área.

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Ramon Vitor
Nerd, cinéfilo e um estudioso da música. Este é Ramon.