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Supergirl Renascimento vem aí

Muitos personagens ainda faltam dar as caras nas mensais da Panini, personagens da DC Comics em específico, é o caso da Supergirl que fará sua estréia na linha Rebirth(renascimento) aqui no brasil…Como já está sendo rotineiro a Panini vem lançando encadernados de capa cartão contendo de cinco a seis capítulos, essa iniciativa deu uma diminuída nos famosos mix e dão a possibilidade do leitor comprar apenas os personagens que realmente gostam.

No caso da Supergirl a revista está prevista pra ser lançada agora em novembro, a publicação terá capa cartão, papel LWC, lombada quadrada e terá 164 páginas reunindo as edições Supergirl Rebirth 1-6, custando R$25,90.

Confesso que li essa publicação com certo receio, senti logo de cara uma certa pegada teen, mostrando os dramas de uma adolescente que apesar de ser extremamente poderosa, passa por problemas mundanos como fazer amizades, arrumar um trabalho e se adequar a sociedade em que está inserida, lembrando que Kara foi mandada para Terra quando já era grande e ao contrário de seu primo Clark ela senti muito o choque cultural. Mas para minha surpresa a publicação me agradou, sendo ela uma revista ideal tanto para o público mais jovem quanto para leitores mais antigos.

No atual cenário do Rebirth, Kara uma jovem super poderosa mora com um casal que ficou responsável em cuidar dela, esse casal sabe que Kara é a Supergirl pois eles trabalham no mesmo sistema de defesa que Kara presta contas. Além disso Kara está prestes a entrar num trabalho como uma civil normal, e parece que a publicação vai explorar bem isso, porém nesse primeiro arco mal temos tempo para vermos a vida pessoal dela, pois eis que surge o Superciborgue vilão clássico da DC, e o vilão diz para Kara que ele é na verdade seu pai!!!

Não posso entrar muito em detalhes para não estragar as surpresas, mas Kara mesmo relutante começa a perceber que o Superciborgue pode ser mesmo o seu pai. Nesse primeiro arco nem temos tempo de ver a vida pessoal de Kara desenvolver-se pois a trama é repleta de ação e dinamismo, um ponto positivo é a luta entre Supergirl e Superciborgue, aqui podemos ver o quanto ela é poderosa e logicamente o nível do Superciborgue é absurdo.

Essa edição mostra como é a Supergirl de verdade, a série da Warner tem muito a aprender sobre a personagem pois na série de TV é mostrada uma Supergirl sem ser super, focando-se apenas em problemas pessoais, na HQ é o inverso, os poderes de Kara são muito bem explorados. Se você é fã da família Superman ou curti histórias mais leves provavelmente gostará dessa publicação, porém, se você é um leitor mais exigente e gosta de histórias mais densas e complexas pode passar longe dessa HQ.

Os roteiros ficam por conta de Steve Orlando e a arte por Brian Ching.

Apaixonado por hqs dos anos 70 e 80, e acredita piamente que homem aranha e x-men voltarão a ser quadrinhos de ponta...